14 de maio de 2026
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IPTU em Teresina terá novo modelo em 2026 com limite de reajuste e mudanças no cálculo

Os moradores de Teresina já podem se preparar para as novas regras do IPTU em 2026. A Prefeitura anunciou um conjunto de mudanças na forma de cobrança do imposto, após críticas ao modelo anterior, com a proposta de tornar o sistema mais equilibrado e previsível para os contribuintes.

Uma das principais definições é a manutenção de um teto para reajustes: o valor do imposto não poderá aumentar mais que 25% ao ano nos casos em que houver atualização. A medida busca evitar variações bruscas e dar maior segurança a quem paga o tributo.

Outra alteração importante está na forma como os imóveis serão avaliados. A base de cálculo passará por uma atualização gradual, por meio da Planta de Valores Genéricos, mecanismo utilizado para estimar o valor venal das propriedades. A aplicação será feita de forma progressiva justamente para reduzir impactos imediatos nas cobranças.

O IPTU seguirá sendo cobrado junto a outras taxas municipais, como a de coleta de lixo e a contribuição de iluminação pública, que continuam integradas ao carnê. Para o pagamento, o contribuinte poderá optar pela quitação em cota única, com desconto de 10% até o fim de junho, ou pelo parcelamento em até seis vezes ao longo do segundo semestre. A administração municipal também definiu que valores muito baixos não poderão ser divididos.

Os boletos estarão disponíveis tanto pela internet quanto em pontos de atendimento presenciais, e os carnês físicos ainda serão entregues nos endereços cadastrados. Mesmo assim, a orientação é que o contribuinte acompanhe os prazos, já que a falta de recebimento do documento não elimina a obrigação de pagamento.

Quem identificar divergências no valor cobrado poderá solicitar revisão dentro de um prazo estabelecido após a notificação. Além disso, permanecem as regras de isenção para determinados perfis, como instituições sem fins lucrativos, imóveis de menor valor e pessoas em situações específicas previstas em lei, incluindo casos de doenças graves.

Com as mudanças, a Prefeitura tenta ajustar o sistema de arrecadação e, ao mesmo tempo, responder às demandas da população, buscando um modelo mais justo e alinhado à realidade econômica da cidade.

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