Celebrado em 12 de junho, o Dia dos Namorados é uma das datas comemorativas mais aguardadas pelo seu valor afetivo, social e econômico. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas, cerca de 100,1 milhões de consumidores pretendem comprar presentes nesse período, o que movimentará cerca de 26,4 bilhões na economia. Por isso, a data é uma janela empreendedora para negócios fixos e temporários. Por outro lado, a ausência de uma relação romântica ou a frustração por expectativas não correspondidas podem causar emoções que geram angústias e a falsa sensação de que a felicidade só ocorrerá se estiver em um relacionamento.
O desafio neste período do ano é equilibrar o valor material e econômico da data com o entendimento de que o bem-estar emocional e autocuidado independem de um namoro, casamento ou outros formatos de relações. O professor de Psicologia do Unifacid Wyden, Francisco Neto, pontua que quando vivenciamos relações afetivas saudáveis, “tendemos a experimentar maior sensação de pertencimento, apoio emocional e segurança. O amor pode funcionar como um fator de proteção para a saúde mental, ajudando a reduzir sentimentos de solidão e favorecendo o bem-estar psicológico. No entanto, é importante lembrar que a qualidade da relação é mais relevante do que simplesmente estar em um relacionamento”, frisa.
Isso significa que o ato de receber ou entregar um presente no Dia dos Namorados pode ser emocionalmente positivo, mas é importante estar ciente que o mais importante é o valor pessoal da relação. O psicólogo Franscisco acrescenta que “presentes costumam ser uma forma simbólica de demonstrar afeto, cuidado e reconhecimento. A expectativa em torno dessa troca pode gerar emoções positivas, fortalecer vínculos e criar momentos significativos. Contudo, quando o foco se concentra exclusivamente no presente material, existe o risco de frustração caso a realidade não corresponda ao que foi imaginado”, observa.
De modo geral, datas comemorativas podem despertar comparações e sentimentos de ausência, por isso é importante lembrar que elas “representam apenas um recorte da vida. Para equilibrar expectativa e realidade, vale direcionar a atenção para relacionamentos significativos em geral, como amizades, família e o cuidado consigo mesmo. Além disso, evitar a ideia de que a felicidade depende exclusivamente de um relacionamento amoroso é imprescindível”, ressalta o psicólogo.
Janela empreendedora: data aquece economia e pequenos negócios
Ainda de acordo com levantamento da CNDL e do SPC Brasil, 61% dos brasileiros planejam presentear neste Dia dos Namorados. Os principais presenteados serão cônjuges (58%) e namorados/as (33%). O cenário mostra que há oportunidades para geração de renda extra e até fixação de negócios temporários, dependendo da logística e planejamento estratégico. Essa época sazonal possui efeito multiplicador, uma vez que o gasto de um indivíduo se transforma na renda de outro, estimulando novos ciclos de consumo.
Para a professora do curso de Administração e Contábeis do Unifacid Wyden, Daniella Galvão, o período registra picos substanciais de faturamento no comércio varejista com o impacto ultrapassando a compra de bens duráveis e semiduráveis. Ela pontua que há um aquecimento imediato no setor de gastronomia (restaurantes e bares), hotelaria, motéis e serviços de estética. “Para atender ao aumento da demanda no mês de junho, muitas empresas realizam contratações temporárias. Além disso, a forte circulação de mercadorias eleva a arrecadação de tributos locais, como o ICMS estadual e o ISS municipal”, explica.
Dessa forma, a data é uma excelente janela de oportunidade para o microempreendedorismo e para a busca de renda complementar, impulsionado pela disposição do consumidor em gastar mais e pela busca por produtos personalizados e exclusivos. “Como as pessoas estão dispostas a gastar e procurando presentes diferentes, quem tem criatividade consegue faturar um bom dinheiro na data, atuando, por exemplo, em confeitaria artesanal (caixas de brigadeiros finos, brownies e os famosos bentô cakes); cestas de café da manhã, kits de petiscos com tábuas de frios, vinhos ou cervejas artesanais, entre outros”, sugere Daniella.

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