Nos dias 21 e 22 de outubro, o III Simpósio de Tuberculose do Piauí reuniu profissionais de saúde, pesquisadores e gestores com o objetivo de discutir estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença no estado. O evento aconteceu no auditório da Academia de Ciências do Piauí (Acipi), em Teresina.
O encontro buscou aproximar o conhecimento científico produzido por pesquisadores da realidade dos serviços de saúde, a fim de fortalecer as ações de controle da tuberculose nos 224 municípios piauienses.
O simpósio é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), em parceria com o Núcleo de Ensino e Pesquisa em Tuberculose da Universidade Federal do Piauí (TBUFPI). A supervisora do Programa Estadual de Tuberculose, Ivone Venâncio, afirmou que o espaço foi destinado à discussão de casos, à análise do cenário epidemiológico e à identificação de medidas que possam ser aplicadas nos municípios.
“São estratégias inovadoras, o que o conhecimento traz e o que a academia pode proporcionar diante das necessidades e das iniquidades em que existem fatores determinantes e condicionantes de uma doença milenar”, disse.
O evento também está relacionado ao Dia Estadual de Combate à Tuberculose, celebrado em 17 de outubro.
Segundo o professor e pesquisador Viriato Campelo, o evento busca compartilhar os conhecimentos produzidos pela academia com os profissionais que atuam diretamente no atendimento à população.
“A gente precisa socializar tudo isso que nós produzimos. Então, a gente faz esse encontro, muito bem recebido. Nós temos aqui pessoas dos mais diversos lugares do Piauí. Isso é bom, porque a gente vai mostrando quais são os novos avanços, como é que nós devemos enfrentar a tuberculose. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais os nossos conhecimentos, as nossas relações e as nossas parcerias”, finalizou.
Piauí registrou mais de mil casos de tuberculose em 2025
Segundo dados divulgados pela Sesapi, o Piauí registrou 1.158 casos de tuberculose em 2025, 49 casos a mais que em 2024.
O cenário atual reforça a necessidade de ampliar o diagnóstico precoce e fortalecer as ações de prevenção e controle da doença.

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