A pesquisadora piauiense Ester Miranda Pereira foi selecionada para participar do China–Latin America Youth Entrepreneurship and Innovation Program and Innovation Tour in China, um programa internacional de ciência, tecnologia e inovação que reunirá, em janeiro de 2026, apenas 15 jovens pesquisadores de toda a América Latina para uma imersão em universidades, centros de pesquisa e polos tecnológicos na China.
Biomédica, doutora em Biotecnologia e pesquisadora nas áreas de doenças raras, genética, saúde pública e plataformas digitais em saúde, Ester desenvolve suas pesquisas no Laboratório de Imunogenética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Piauí (LIB-UFPI). No espaço, atua na interface entre pesquisa científica, diagnóstico e inovação aplicada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Foto: Divulgação/Ascom
Sua trajetória está diretamente ligada ao fortalecimento da ciência no estado do Piauí, sendo egressa do Programa de Fixação de Jovens Doutores, iniciativa do CNPq em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI).
O programa internacional é organizado pelo China–LAC Technology Transfer Center e tem como foco a formação de jovens lideranças científicas com capacidade de dialogar com diferentes setores da sociedade, integrando inovação tecnológica, inteligência artificial, empreendedorismo científico e cooperação internacional. Ao longo de duas semanas, os participantes terão acesso a atividades formativas e visitas técnicas a instituições estratégicas do ecossistema chinês de inovação.
Para a pesquisadora, a seleção representa também um reconhecimento do potencial científico produzido fora dos grandes centros tradicionais do país.
“A ciência precisa estar conectada com os desafios reais da sociedade. Produzir conhecimento de qualidade é fundamental, mas é igualmente importante que pesquisadores participem ativamente dos espaços de diálogo e construção de políticas públicas, contribuindo para decisões mais informadas e socialmente responsáveis”, afirma Ester.
Atualmente, a pesquisadora desenvolve projetos voltados à redução do atraso diagnóstico em doenças raras, à organização de redes de atenção em saúde e ao desenvolvimento de plataformas digitais inteligentes que apoiam pacientes, profissionais e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Parte dessas iniciativas já conta com projetos aprovados em editais públicos, reforçando o caráter estratégico e social de sua atuação.
Ester também defende a aproximação entre ciência e política como um caminho necessário para a redução das desigualdades e o fortalecimento das políticas públicas em saúde.
Durante o programa na China, a pesquisadora irá apresentar propostas de cooperação internacional envolvendo saúde digital, inteligência artificial e inovação em sistemas públicos de saúde, buscando estabelecer parcerias que possam contribuir para o fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação no Brasil, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social.
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